Sintra fica em serra arborizada a meia hora a oeste, um conjunto de palácios e jardins erguidos pela realeza e por ricos excêntricos num microclima húmido e verde. É um dos passeios de um dia mais concorridos a partir de Lisboa; ou o planeia, ou ele o planeia a si.
Palácio da Pena
Um palácio romântico do século XIX pintado de vermelho e amarelo sobre um penedo acima da vila, com um parque de árvores exóticas à volta. De longe o ponto mais popular de Sintra — reserve entrada com hora marcada e vá ao primeiro ou ao último turno do dia.
Quinta da Regaleira
Uma quinta neogótica com jardim mais abaixo, cheia de grutas, túneis e um “poço iniciático” em espiral por onde se desce através da rocha. Mais atmosférica do que grandiosa, e demora o que a deixar demorar.


O resto
O centro histórico com o Palácio Nacional e as suas duas chaminés cónicas; o castelo dos Mouros em ruínas no cume; e, mais longe, Monserrate. Não se consegue ver tudo bem num dia — escolha dois.

Bom saber
- O comboio do Rossio, no centro de Lisboa, é muito mais fácil do que ir de carro — as estradas e o estacionamento de Sintra são um pesadelo na época
- O autocarro 434 faz uma volta da estação ao castelo e à Pena; o 435 cobre a Regaleira e Monserrate
- No verão é preciso reservar tudo com antecedência
- Chove e fecha o nevoeiro quando em Lisboa está sol — leve um casaco
